15 de novembro de 2014

Citações de Não se apega, não! - Isabela Freitas

Imagem: https://mabrublog.wordpress.com/

Oi gente! Eu tinha pensado em resenhar este livro, mas acho que por citações vocês vão entender muito melhor do que se trata e já acumular alguma das várias coisas boas que dá pra se aprender com ele.

"Não Se Apega, Não!" É um livro da blogueira Isabela Freitas, que conta vários casos da vida dela e lições do desapego. Ultimamente ele tem feito bastante sucesso entre as meninas, com seu jeito fofo. Visite o blog dela, ou o site do livro!


“O desapego não é indiferença, covardia ou desinteresse. O desapego é se libertar de tudo aquilo que faz mal e causa sofrimento. Desapegar é sinônimo de se libertar. Soltar as algemas. Colocar asas. Se permitir voar novamente. O desapego é a aceitação, é o desprendimento.”

“O “amor” pode ser perigoso se ingerido em doses altas. E, quando acaba o estoque, pode ser fatal…”

“Se tem uma coisa que aprendi é que quando estamos muito tristes, muito doentes, ou muito “vazios”, dormir é o melhor remédio. Porque dormir nos leva ao mundo dos sonhos. E lá podemos ser felizes de novo.”

“— Me diz, por que você se encanta tanto por estrelas mesmo?
— Ah, porque estrelas me lembram mágica. Me fazem pensar que existem sempre outras histórias, outras vidas, outros amores, outras coisas. Estrelas são como milhares de olhos brilhando de volta para você, no céu. E isso me inunda com um sentimento que não sei explicar muito bem. Acho que é isso. Por que a pergunta?
— Porque lá da Austrália eu me pegava observando as estrelas quase toda noite. E elas me faziam sentir menos…
— Vazio — completo.
— É! Isso, vazio. Como sabia que eu ia dizer isso?
— É que toda vez que eu me sinto vazia demais olho para o céu e imagino que outra pessoa está sentindo a mesma coisa, de algum lugar do universo. E aí tenho certeza de que dois vazios às vezes transbordam.”

“Desapegar: Remover da sua vida tudo o que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja.
O amor vem pros distraídos.”

“Gosto de assistir a desenhos animados porque sei que eles terão finais felizes. Escuto Taylor Swift escondida das pessoas. Fico em estado de nervos todas as vezes em que preciso sair de casa e as minhas roupas resolvem sumir. Ou, no pior dos casos, encolher. Digo tudo quando não digo nada. Tenho a mania irritante de morder os lábios sempre que estou pensando. Demoro a responder às mensagens porque nunca sei o que responder. E se ele me achar oferecida demais? E se ele achar que eu não estou nem aí? Eu tô, aqui, eu tô. Mas nunca sei expressar da melhor forma.”

“Que venham decepções, as quedas, as feridas abertas, cicatrizes, o sangue espalhando pelo chão. Que eu seja demitida de um emprego, desista da faculdade, perca amizades que eu julgava verdadeiras e me apaixone pela pessoa errada diversas e repetidas vezes. Mas que eu nunca perca minha vontade de viver e de me realizar. Que eu nunca desisto daquilo em que eu acredito e daquilo com que sonho. Que as decepções não me impeçam de voar alto.”

“E mesmo que o céu desmorone sobre nossas cabeças, ainda estaremos em meio as estrelas”
9 de novembro de 2014

Amaldiçoadas - Jessica Spotswood (As Crônicas das Irmãs Bruxas II)



Ei, você! Se você ainda não leu o livro Enfeitiçadas, da mesma autora, é melhor não ler esta resenha ou vai receber muitos spoilers do primeiro volume!

Como começo a falar de um livro que me deixou ansiosa no começo, maravilhada no meio, e destruída no final?

Cate Cahill havia feito a escolha mais difícil da sua vida. Deixar suas irmãs e seu amor para poder protege-los. Deixar Finn, e a vida de casada que ela sempre quis com ele. Deixar Tess e Maura sentindo sua falta (no caso de Maura, nem tanto, viu?).

Quando ela entra na Irmandade, descobre que lá não é nada do que pensou. Não são freiras devotas ao Senhor, coligadas aos Irmãos. São bruxas como ela, que aguardam o momento de se erguer de novo para acabar com essa opressão feminina, tanto às moças normais quanto às bruxas. E, aliás, até aos homens.

Na Irmandade há um refúgio, um lugar onde se pode aprender mais sobre si mesma e sua magia. E também, uma família. Cate demora para perceber isso, mas com algumas exceções, aquelas garotas são suas amigas, e querem o bem de todos, assim como ela.

Porém, a sensação de ansiedade é insuportável. Todos esperam que algo aconteça, que ela manifeste poderes que não sabe se possuí. Ainda mais depois que uma nova parte da profecia é descoberta, de que a bruxa em questão também seria um oráculo.Todos esperam que ela lidere, que ela salve o mundo. Todos querem saber se ela é a bruxa da profecia ou não. Cate não suporta mais isso, e parece que mesmo com todos os sacrifícios dolorosos que já fez, foi só o começo. As coisas de que vai ter que abrir mão podem deixá-la amarga.

"Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará à idade adulta, todas as bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror."

Quando se descobre sobre o oráculo, é preciso que as outras Cahill venham pra Irmandade por sua segurança. Isso deixa Cate radiante, mas meio receosa. Tess a ama de todo coração, e continua um doce de menina, mas Maura... Maura já era egoísta, egocêntrica, louca por reconhecimento e atenção. Depois da sua decepção com Elena, ela está muito pior. Quer passar por cima de todo mundo, até mesmo das suas irmãs. Quer ser a bruxa da profecia e mandar na Irmandade. E ela faz tudo virar uma competição, com raiva de Cate. A inveja pode se transformar em ódio.

Do começo ao fim, esse livro te desperta muuuuita ansiedade. Você quer saber como a escolha de Cate vai refletir nela e na história, o que vai acontecer com Finn, o que vai acontecer com Tess e Maura, se os planos doidos vão dar certo, se Maura e Cate vão ser amigas de novo (eu queria tanto que isso acontecesse), quem é a bruxa da profecia, e o que vai acontecer? O ressurgimento das bruxas ou mais um Terror?

Agora falando de aparências: A capa está DIVINA! Uma das coisas que eu mais amo na Arqueiro é que além de publicar bons livros, eles se preocupam bastante com a diagramação (folhas amareladas são muuito melhores) e com a estética. A capa está, de novo, divina! Isso faz a gente querer guardar o livro na estante, pra todo mundo ver.

Para concluir, eu queria dizer que você não vai se decepcionar. Este segundo volume foi tão bom (ou até melhor) do que o primeiro. Você vai se emocionar muito, e devorar as páginas, ansiando por mais. E por falar nisso, eu estou tão ansiosa pro último livro que não tenho nem como descrever para vocês :(
Você pode ler um capítulo do livro aqui:

Citações 


"– Vou mandar buscá-las independentemente de qualquer coisa. Essa nova profecia... ela nos deixa um pouco em dúvida a respeito de qual de vocês é a bruxa da profecia. Parece que sua magia é a mais forte, mas se... quando... uma de vocês começar a manifestar visões... bom, isso vai sanar a dúvida,
com certeza. – Os olhos azuis de Cora encontram os meus. – A escolha é sua, Cate, mas realmente acho que seria prudente buscar os conselhos de Zara. Ela pode ser capaz de ajudar."

"Eu não sou uma garota urbana. Isso me deixa tonta. Maura iria adorar a correria, a emoção de sempre haver algo novo. Sinto falta de casa, dos passarinhos cantando e das cigarras. Eu me sinto solitária aqui, rodeada por desconhecidos. Sem minhas irmãs, sem Finn e sem minhas flores... Quem sou eu?"

"A fúria aparece no rosto de Maura. Minha irmã já se irritou comigo mais vezes do que sou capaz de contar. Ela já agiu com desprezo, rejeição e ciúme. Mas nunca olhou para mim desse jeito.
Como se me detestasse."

"Por um minuto, sorrio feito boba. Então me apresso na direção dele, imprudente, desejosa.
Por quê?O rosto dele está escondido pela sombra de seu capuz preto, mas eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar; só que nunca a escutei tão furiosa comigo."


31 de outubro de 2014

Desafio: 50.000 palavras em um mês!


Olá pessoal! Depois do post falando sobre escrever fanfics, eu percebi que a maioria dos meus leitores gosta de ler, mas também de criar suas próprias histórias. Uma amiga minha me mostrou essa semana uma coisa muito legal que tá rolando na internet: O desafio de escrever um livro de 50.000 palavras em um mês. 

Quem está propondo o desafio são os gringos do nanowrimo.org! Parece pouco tempo, não é? Mas na verdade é super possível com determinação e inspiração! Para conseguir, você terá que escrever em média 1.700 palavras por dia. Agora melhorou né?

"Novel Writing Month Nacional (NaNoWriMo) é uma abordagem divertida, para a escrita criativa do seu jeito. Em 01 de novembro, os participantes começarão a trabalhar para o objetivo de escrever um romance de 50.000 palavras até 23:59 de 30 de novembro. Valorizando entusiasmo, determinação e um prazo, NaNoWriMo é para quem nunca pensou fugazmente sobre como escrever um romance." - About NaNoWriMo

A NaNoWriMo incentiva milhões de jovens a seguirem o sonho de se tornarem escritores, e este desafio é apenas um desses incentivos. Se você sempre quis escrever um livro, aproveita o gancho e vem com força!

Apesar de ser o desafio norte-americano, qualquer um em qualquer lugar do mundo pode participar, em qualquer idioma. O site tem F.A.Q, mas se você não se dá muito bem com o inglês, vou explicar as principais coisas aqui:

  • Foram escolhidas 50.000 palavras como meta por ser algo acessível à pessoas que estudam ou trabalham.
  • Você pode se inscrever por aqui: campnanowrimo.org/sign_up! Vão ter mais desafios destes em abril e em julho também. No dia 1 de novembro, você pode começar a escrever no próprio site. 
  • A faixa etária participante é de 13 à 17 anos, por ser um programa para os jovens. Mas se você tiver mais de 17, pode fazer o desafio mesmo que não oficialmente!
O que você achou? Terá coragem de participar? Boa sorte aos escritores!





30 de outubro de 2014

29 de Outubro: Dia Nacional do Livro!


Hoje é o dia do objeto no qual não só este, mas muitos blogs giram em torno. É aquele amigo de todas as horas, que te diverte e te faz aprender. Aquele mundo em forma de papel e letrinhas, aquela realidade paralela que parece tão real que nos sentimos dentro dela!

O Dia do Livro é comemorado dia 29 de outubro no Brasil por ser este o dia em que se fundou a Biblioteca Nacional (transferida da Real Biblioteca de Portugal). Aconteceu em 1810, mas nosso Brasilzão já editava livros em 1808, após D. João VI fundar a Imprensa Régia. O primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga.

Desde então, a literatura brasileira deu seus primeiros passos, o que mais futuramente nos levou a grandes nomes, como Machado de Assis, Cecília Meireles, João Guimarães Rosa, Monteiro Lobato, Mario Quintana, Manuel Bandeira, e tantos outros.


Mas vale lembrar também da literatura estrangeira, com várias histórias do nosso dia a dia (principalmente a nossa geração atual, que ama as "sagas"). Não importa se você gosta de ler romances ou aventuras, comédia ou terror, poesia ou contos: ler é mágico, e neste dia 29 eu te desejo muitos e muitos livros!


"Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;
Esquecido, uma alma que perdoa;
Destruído, um coração que chora".
-Voltaire
27 de outubro de 2014

Os Herdeiros Dos Titãs II - A Mão do Destino (Eric Musashi)



Há autores nacionais que mereciam sim toda a fama que vemos gringos das grandes sagas épicas receberem (E olha que estes gringos são mestres, hein?). Então, eu começo a resenha dizendo: valorizem os autores do nosso país, eles são incríveis! Eric Musashi me surpreendeu neste último volume da dualogia sobre uma terra que para muitos, estava perdida.



E não faltaram os clássicos elementos de uma boa fantasia: uma mitologia e cultura próprias (muito bem desenvolvidas), jornadas épicas, jogos de poder, criaturas "mágicas", transformação de personagens, e NENHUMA hesitação em se desfazer dos mesmos (risos).  Tudo isso com muuuuuita informação, sem precisar "encher linguiça" em nenhum momento (ainda bem!).

Uma das coisas mais legais neste último volume, é que quando você pensa que já acabou a história, não há o que inventar, é surpreendido com novos conflitos e situações que parecem impossíveis de resolver. E para isso temos sempre Téoder e Arion, pai e filho que têm uma inclinação a salvar o mundo muito grande.

Falando nos personagens, cheguei a ficar bem triste. Poxa Eric, você matou tanta gente legal! :(
Apesar dessa tristeza, o que podemos fazer se as mortes foram necessárias pro desenvolvimento da trama? Para que Arion descobrisse quem realmente é, e a sua verdadeira missão (bem messiânica), foi preciso que muitas pessoas partissem dessa pra uma melhor. Inclusive até, algumas que acreditamos que ficariam com Arion até o fim...

E isso é um reflexo de vida até. Quantos pequenos sacrifícios diários não são precisos para que se atinja um bem maior? O povo de Grabatal passará por algo que muitas nações do nosso mundo passaram. Arion será o herói, o revolucionário, aquele que permitirá que um sistema ruim caia e o povo seja livre. Para isso ele terá que se lapidar e desprender de todos os males do seu coração. Então temos um comparativo: Quem poderá reconhecer o antigo menino rebelde, impulsivo, e com ódio do que a vida lhe reservou depois de se tornar este novo homem: sábio, paciente, desprendido, e que tem a vida apenas como propósito de ajudar?

Téoder é como um Ned Stark (vamos dizer assim para você, fã do R. R. Martin, ter uma ideia) e este é um dos motivos para ser meu personagem preferido. Ele nunca comete injustiças, e apesar de o Béli-Mor estar no poder junto com tantas pessoas corrompidas, ele não deixou que o mesmo acontecesse a ele. É o espelho para seus homens, e também o porto seguro deles, em quem podem confiar. Porém, apesar de Anvaiú, ele também é um homem, sujeito a cometer erros, como todos nós. Arion não podia ter um pai melhor.

Este é um livro de jornadas, de batalhas, de exércitos. Vemos aquela coisa toda crescer, que começou com uma revolta de jovens em Jatitã, lá no primeiro livro. Tem até dragões!  Isso mesmo, DRAGÕES! Todas as cidades se reúnem com seus bélis, imanes, e telapuros para executar com sucesso a missão de desbravar terras até então desconhecidas e trazer glória para o reino de Atala. Porém, não vai ser bem como eles pensam. Sua querida rainha não é tão querida assim.

Falando na rainha, ela foi uma personagem desenvolvida muito bem. A Quetabel é aquela mulher ambiciosa, que sempre quis ascender. Ao mesmo tempo que mostra uma face altiva, poderosa, bela, e certa da verdade... É por dentro fraca e medrosa. De objeto de ódio no primeiro livro, passa pra frágil marionete no segundo. Não sei, de alguma forma ela me cativou, mesmo fazendo todas as escolhas erradas.

Concluindo, eu quero recomendar Os Herdeiros Dos Titãs para você que gosta de fantasias épicas. E para você que também não gosta, pois pode passar a gostar facilmente de um gênero tão legal :)
Este segundo e último livro superou todas as expectativas que eu tinha depois de ler o primeiro. Foi como ter visto o iceberg todo, e não só a ponta...
Parabéns ao autor, e ao nosso Brasil que tem tantos talentos guardadinhos dentro do seu território continental!

Citações - Um gostinho do que está por vir!

"Vive sim, cada dia como se fosse o último. Mas também como se fosse o primeiro. Pois no último dia de tua vida tu só queres falar, e não ouvir. Só queres te divertir, e não planejar. Só queres passar adiante, e não aprender. Mas no primeiro dia tu ouves, aprendes e planejas. O dia de amanhã pode ser o último assim como também pode ser o primeiro. Pode ser o fim, mas também pode ser um recomeço".

"A memória é o toque da eternidade".

"A vida é como uma tocha que é acesa e em seguida atirada ao mar: vemos apenas as águas cada vez mais próximas, sem podermos fazer nada para impedir a sua iminente chegada. Temos um tempo insignificante, se retirado de toda a idade do cosmo, e o que nos resta é tentarmos queimar o máximo possível antes que nos apaguemos. Quanto maior é a chama, mais fala o Ser de nossas bocas. Eis a Plenitude. A Mão do Destino."

"– Quem está aí? – indagou a voz chorosa. – Olá; receio que tu sejas Quetabel; que foste deixada para trás – disse ele, e sorriu. – Deixe-me em paz, estranho! E saia de minha casa! Ele se aproximou, tocando o seu rosto. Ela se sentiu totalmente à sua mercê. – Eu sei como te sentes... – A voz vinha suave e hipnotizadora. – Ele te trocou pela Rainha, e tu nada podes fazer, não é? Mas eu sei que há um modo, um caminho. Tu queres vingança, e acabarás tendo muito mais se te aliares a mim! – C-como assim...? – Tu não desejas ser a Rainha de Grabatal?"

"Nuvens cinzentas atravessavam velozmente o firmamento. O vento sibilava, levando consigo folhas e o resto de vegetação seca que havia naquela paisagem árida. Era fim de tarde, e relâmpagos ribombavam seguidamente. Solitário, com as roupas quase a serem arran-cadas de seu corpo, Arion segurava firmemente a espada. Ele ofegava. Ggggrrrrr! Foi o rosnado. Então veio a primeira sombra. E depois a segunda, a terceira, e tantas que Arion se achou cercado delas. Em sua mão direita, sentia fluírem o calor e o criativo poder etéreo da Dalhebal, o sevaste que tornava tudo possível. Para Arion, era como se estivesse de novo na Floresta Sem Vida, mas não havia mal-estar ou incapacidade de invocar a magia do éter. E eis que a batalha o engolfou. Cercado, sabia que precisaria lutar pela vida. Arion estava só, no meio da tempestade, com lobos querendo sua carne. Aí ouviu uma voz: – Arion, Arion; por que não olhas para mim?"